Durante a semana de estadia para o festival Slam Dunk, o vocalista John O’Callaghan deu uma entrevista ao The Sun sobre o festival, sucesso no Reino Unido e o último álbum da banda.

Confira abaixo:

Vocês irão tocar no Slam Dunk Festival pela primeira vez neste final de semana. Você está animado?
– Sim, bastante! Estamos animados com a oportunidade e ansiosos para nos apresentarmos de forma única no festival que poderá nos ajudar a criar um nome melhor para nós no Reino Unido.

Vocês lançaram dois álbuns (American Candy e Lovely Little Lonely) desde que tocaram pela última vez em um festival do Reino Unido. Como decidiram a setlist?
– Está ficando mais difícil a cada álbum. Eu espero que terá algumas pessoas que já conhece a nossa banda, mas estamos seguindo pensando que ninguém conhece algo sobre nós. Tivemos que balancear entre o que sabemos funcionar para as pessoas que nos conhece, o que nos deixa satisfeitos de tocar no palco e o que pensamos que ganhará uma platéia nova.

Vocês acabaram de fazer uma turnê com All Time Low e Neck Deep na Austrália Como foram essas turnês?
– Nós fomos muito sortudos por termos sido convidados para apoiar All Time Low. Muitas pessoas não sabiam quem éramos, o que é o ponto de fazer turnês. Esses shows foram ótimos e todos foram bem solidários.

Na sua própria turnê mundial, como você adapta as músicas por país?
– Geralmente, para algo como a turnê Lovely Little Lonely, nós não gostamos de ir muito longe da setlist porque queremos entregar o mesmo em cada lugar que vamos. Mas é um objetivo meu, pessoalmente, entregar algo meio único cada noite, não importa onde estamos. Não tem nada mais decepcionante para mim do que ver uma banda na estrada e o vocalista recitar um roteiro cada noite. Parece falso. É importante estar no local naquele momento, se envolver com a platéia e tornar isso mais pessoal, eu acho que devemos entregar algo autêntico e único para as pessoas que estão lá.

Antes de lançar o álbum, vocês postaram uma série de vídeos chamados Miserable Youth, os quais os fãs poderiam seguir a produção de Lovely Little Lonely. Nos conte sobre isso.
Isso veio de nós sermos tão reservados sobre a criação dos nossos álbuns antes, sentimos que era hora de mostrar para as pessoas os bastidores reais, a vibe do que acontece quando fazemos um álbum. Uma coisa sobre ter uma banda é estar em turnê, mas eu achoo que a maioria das pessoas não entende o que é preciso para fazer um álbum. Nós queríamos quebrar essa barreita e deixar as pessoas entraram para uma perspectiva diferente e, espero, deixá-las com um novo olhar sobre como trabalhamos como banda, como somos individualmente e o que isso tudo significa para nós. O que queremos transmitir é quão animados ainda estamos sobre ser uma banda e o que essa música ainda significa para nós.

Vocês também fizeram uma segunda temporada de Miserable Youth, a qual tem fãs com vocês na estrada. Não é estranho se seguido por uma câmera o tempo todo?
Não parece que a câmera está sempre lá porque é apenas uma câmera de mão e estamos tão acostumados da companhia de Lupe (diretor Guadalupe Bustos). Ele tem ajudado tanto e se tornou um amigo próximo, o que deixa bem fácil para nós pois sentimos que podemos ser mais vulneráveis e revelar mais do que revelaríamos para um estranho. Os olhos dele para as coisas são insanos. Ele não fazia vídeos antes, apenas fotografias, e, para nós, foi bem especial ver ele dando esse passo e fazer parte dele. Ele faz um ótimo trabalho mapeando tudo, então, não precisa ficar com a câmera o tempo todo no caminho, mas ao mesmo tempo, captura muito do que significa estar na estrada.

Você usou uma abordagem diferente para o processo de escrever as música no novo álbum, onde focou primeiro nas melodias e escreveu as letras em cima. Por que?
Para mim, foi o álbum mais desafiante que fizemos até agora. Acho que foi necessário sair do conforto de como eu costumava escrever, porque isso fez parecer especial e que significava algo, visto o esforço. Acho que o que aprendi disso tudo é que é importante se fazer incomfortável quando você fica muito confortável com algo que ama. pois te dará uma apreciação diferente da coisa.

Para o lançamento de Lovely Little Lonely vocês decidiram ficar longe da tradicional indústria musical e transformou seus fãs na gravadora, dando a eles total controle sobre tudo relacionado ao lançamento. Como vocês decidiram isso?
Sempre construímos nossa banda com o fundamento de precisar de que as pessoas sejam parte dela para ela avançar, e, felizmente, construímos essa comunidade onde é mais do que apenas nós lançando álbuns e pessoas indo aos shows. É sobre as pessoas se conectando e formando relações duradouras. É bem maior do que The Maine. Essa relação é completamente simbiótica e só funciona quando trabalhamos em harmonia, e as pessoas participants percebem que foram importantes para o lançamento do álbum.

Para celebrar o aniversário de 10 anos da banda, vocês criaram seu próprio festival, o 8123 Fest, com outras bandas que são parte do coletivo 8123. Nos conte sobre isso.
O festival (feito em janeiro) foi um reconhecimento de todos que nos ajudaram no caminho e só podemos esperar fazer outro em dez anos. Eu gostaria de ver o 8123 Fest se tornar mais regular e acontecer em diferentes partes do mundo. Quanto mais pessoas se identificam com 8123, mais oportunidades nos serão apresentadas e, esperançosamente, a escala deixará isso maior com o tempo.