No dia 10 de Maio, a Viral Pirate entrevistou Pat Kirch e fez algumas perguntas referentes aos últimos lançamentos da banda – os dois EP’s Covers (side A e side B) e Pat também comentou sobre a participação da banda na Warped Tour. Confira abaixo a tradução completa:

O grupo de rock alternativo The Maine can’t stop and won’t stop (não pode e não vai parar) em 2016. Encerrando o lançamento do bem recebido quinto álbum, American Candy, a banda está se aproximando do verão com mais um lançamento e uma vaga na Vans Warped Tour.

O trabalho mais recente deles, Covers (Side B) é uma sequência do Covers (Side A), EP lançado no ano passado, que contou com um cover dos Backstreed Boys, assim como participações vocais dos amigos do Mayday Parade e do The Technicolors. O The Maine não somente se especializou na arte de criar canções de sucesso por conta própria, como se apossaram do processo de criação musical fora de uma gravadora.

Nós tivemos a oportunidade de perguntar algumas coisas a Pat Kirch, baterista da banda, para aprendermos sobre o porquê de lançar um álbum cover sendo uma banda estabelecida.

C: Bem vindo ao Viral Pirate. Obrigado por tirar um tempinho para conversar com a gente. Ano passado o The Maine lançou o Covers (Side A), um EP com três covers. Covers (Side B) é uma continuação do projeto. O que levou vocês a lançar álbuns de covers?

P: Nós lançamos covers em um fluxo constante ao longo dos anos e isso é algo que nós curtimos fazer. Nós achamos que seria legal fazer a nossa própria coleção dessa vez, ao invés de lançá-los através de uma compilação tipo “Punk Goes…”, como fizemos no passado. Acreditamos que gravar covers é tranquilo e nós podemos realmente testar novos sons que já queríamos experimentar e só nos divertir.

C: É ótimo que vocês estejam compartilhando essa diversão com os fãs e amigos de outras bandas! O Covers (Side A) contou com a participação nos vocais dos seus antigos companheiros de turnê, Brennan Smiley, do The Technicolors, e Derek Sanders, do Mayday Parade. Podemos esperar mais participações nesse novo álbum?

P: Tem uma música que a gente talvez convide alguns vocalistas de última hora, mas ainda estamos tentando resolver isso.

C: Então, como é que vocês escolhem que músicas gravar? Os fãs têm alguma influência?

P: Normalmente apenas escutamos a inúmeras músicas e vemos o que nos atinge naquele momento. É realmente apenas ouvir uma música e ser capaz de escolher uma parte que você poderia ouvir sendo tocada de uma forma diferente, que irá inspirar o cover inteiro.

Não costumamos obter influência externa sobre as músicas que escolhemos porque nós realmente precisamos ouvir algo na música que nos faça acreditar que poderíamos fazer uma boa adaptação. Sempre que tentamos fazer um cover “forçado”, acabamos por desistir depois de um dia batendo nossas cabeças na parede.

C: Você pode nos dar uma dica de que gêneros vocês farão cover no álbum?

P: O Side B é bem moderno e pop. Nós não fazemos uma versão de uma musica moderna desde 2007, quando gravamos Akon (“I Wanna Love You”), então pensamos que seria legal testar. Foi divertido pegar uma música do começo, antes de toda a produção exagerada de pop fosse colocada sobre ela.

C: É “refrescante” quando você pega uma música do começo, antes da produção. Esse ano vocês lançaram o primeiro single do Covers (Side B), um cover de “Love Yourself”, de Justin Bieber. Nós amamos o que vocês fizeram com essa música! Vocês são “beliebers”? Essa é a sua música favorita de Justin Bieber?

P: “Love Yourself” é uma ótima música e você não pode negar que ela é muito bem escrita. Eu não posso dizer que conhecemos muitas outras músicas menos famosas do Bieber, mas nós realmente sentimos que poderiamos fazer uma versão interessante dessa música. Ela foi tão pura que nós sabiamos que poderiamos leva-la para qualquer direção que quiséssemos. Testamos algumas versões diferentes e acabamos nos conectando mais com essa, o que nos força a tocar de formas que usualmente não fariamos.

C: Isso funciona muito bem para vocês! Tem alguma música que vocês tiveram muita vontade de gravar e que, infelizmente, não entrou no novo álbum?

P: Essa é uma pergunta difícil, porque sabíamos que estávamos escolhendo músicas pop para esse EP, então nem testamos muitas outras. Nós estamos querendo gravar “You Get What You Give” do New Radicals há anos e simplesmente não conseguimos encontrar uma versão que amamos, então decidimos gravá-la fielmente a versão original, o que é algo que nunca fizemos antes.

C: Como é lançar músicas independentemente, em parceria com o seu time da 8123? Em que isso difere de trabalhar com uma gravadora?

P: É tipo tudo o que sabemos agora, estamos lançando os nossos próprios álbuns desde 2011. A liberdade é a razão pela qual nós amamos tanto isso. Estamos livres para gravar os nossos álbuns sob os nossos próprios termos, de todas as formas que você puder imaginar, e também temos mais liberdade para fazer coisas mais legais para os nossos fãs, porque é o nosso dinheiro e então podemos nos arriscar quantas vezes quisermos.

Eu acho que seria muito difícil para nós estar sobre um contrato tradicional com uma gravadora de novo. Nós somos muito “cabeça fechada” com as nossas idéias, e quando sabemos o que queremos, não gostamos de ter que pedir por permissão.

C: Eu acho que é muito incrível que vocês façam isso por conta própria, pois permite que nós fãs possamos ouvir coisas novas do The Maine a cada ano. É finalmente quase verão e mal podemos esperar para vê-los na Warped Tour! Vocês irão tocar alguma música do Covers (Side B)?

P: Acho que não tocaremos nenhum cover na Warped Tour. Os shows são tão curtos que queremos tocar o máximo de músicas próprias que pudermos. Fechar a setlist para um show curto como na Warped Tour fica cada vez mais difícil, conforme vamos lançando novas músicas.

C: Sobre o que você está mais empolgado para a Warped? Quais são os seus aspectos favoritos dessa turnê?

P: Eu estou muito empolgado para a Warped Tour! Eu sempre me divirto muito, ficando na fila nas vendas de CDs pela manhã, falando com as pessoas. Parece maior que apenas um show – temos um dia inteiro para interagir com as pessoas e nos divertir. Eu amo um bom desafio e nós sempre tentamos e trabalhamos ao máximo nessa turnê para alcançar novas pessoas, que possam curtir o que fazemos, e tornar a experiência dos nossos fãs a mais incrível possível.