Algumas semanas antes do lançamento do último álbum da banda — Lovely Little Lonely, Giorgio Mustica, do site The Aquarian, entrevistou John e perguntou sobre o festival de comemoração de 10 anos do The Maine, turnê e, claro, o novo trabalho do grupo. Confira a conversa abaixo:

Primeiramente, você acabou de voltar da Inglaterra. Poderia descrever esta experiência? Aconteceu algo fora do comum lá?
J: Foi uma viagem muito longa para uma hora e pouco de músicas, mas, pra falar a verdade, foi um dos melhores shows que fizemos em Londres. Nós queríamos que pessoas de todo o mundo se sentissem parte deste lançamento, e estar fisicamente na Inglaterra foi de grande importância. Se o apoio mostrado naquela noite é um indício do que está por vir nos próximos meses, então estamos no caminho de algo bom. Fora do comum? Tinha sol nos três dias que estivemos lá, e se você conhece alguma coisa sobre a Inglaterra, sabe que isso é um milagre do caralho.

Alguns meses atrás, a banda criou e foi a principal atração do 8123 Fest, no Arizona, para o aniversário de 10 anos dela, que esgotou. Como isso surgiu? Como foi?

J: Faz anos que temos brincado com a ideia de montar nosso próprio festival, mas nunca tivemos um bom fundamento para fazer isso acontecer, até que chegamos perto da marca de 10 anos de existência da nossa banda. O festival incorporou o que 8123 representa e quem somos como um coletivo. A maioria das pessoas que foram era de fora do estado (e até do país), isso reafirma o quão importante é a nossa relação com as pessoas que nos apoiam. Uma noite tão especial e certamente um grande momento da última década.

O álbum anterior foi tão bom que sinto que o novo, Lovely, Little, Lonely, pode ser, talvez, o melhor de todos e levar vocês a um novo nível. Parabéns, espero que vocês todos estejam contentes com isso.
J: Obrigado, de verdade. Parece a ideia mais completa que já produzimos. Estamos ansiosos para ver o que a galera vai achar.

Eu sei que o Lovely, Little, Lonely foi gravado em um AirBnB que vocês transformaram em um estúdio temporário, o que é fascinante. Como isso aconteceu? Como foi ir de Joshua Tree com American Candy (2015) para um AirBnB modificado?
J: A casa de Joshua Tree também foi um AirBnB modificado, portanto a experiência só variou sobre a localização. Dito isso, a mudança no cenário foi incrível, com a casa nova sendo perto de um penhasco com vista para o mar, mais ou menos três horas ao norte de San Francisco. A vibe foi surreal. Gualala foi o cenário perfeito para fazer este álbum, e se você escutar com bastante cuidado, pode ouvir um pouco daquela casa no álbum.

O álbum começa com a batida animada e divertida de “Don’t Come Down,” “Bad Behavior” e “Do You Remember?”, mas termina com faixas emocionais tipo “I Only Wanna Talk To You,” “Lonely” e “How Do You Feel?” Como você descreveria ele em um todo?
J: A vida não é só rosas, é espinhos também. Essa é a abordagem que pegamos com este álbum. Nós queríamos que o ouvinte caísse em algum lugar bem no meio do colapso completo e o nirvana absoluto quando o álbum tocasse. No panorama musical onde a ênfase está em cada música, nós queríamos criar uma experiência de um álbum e não apenas uma compilação de ideias desconectadas. Altos e baixos, cara.

O processo de escrita das canções diferem do de American Candy ou de seus álbuns anteriores? Se sim, como? Ou foi status quo?
J: A maioria da escrita para este álbum foi feita na caixa (no computador), o que difere da maioria dos anteriores. Eu sinto que isso nos ajudou a focar mais no material que estávamos coletivamente animados e nos ajudou a cortar as merdas antes. Não sei como escreveremos no futuro, mas certamente foi melhor para o processo todo desta vez.

The Maine lançou álbuns novos a cada dois anos desde 2011. Isso é um ritmo exaustivo? Há planos para sentar e deixar este lançamento ferver por um tempo?
J: A parte exaustiva foi aqueles anos antes de 2011, quando tínhamos que trabalhar no ritmo definido pela gravadora. Agora nós trabalhamos diretamente com as pessoas que curtem o que curtimos. Nós iremos definitivamente deixar este lançamento ferver por um tempo, mas na verdade, ultimamente, se resume ao que os ouvintes querem de nós.

Vocês foram da Inglaterra para essa turnê nos Estados Unidos, depois irão para Austrália, voltará para o Reino Unido, e até para a América do Sul. Como é ir em lugares ao redor do mundo e tocar para tantos fãs?
J: A experiência ainda é surreal. Eu sinto que estamos aproveitando mais o aspecto de viagem agora que estamos um pouco mais velhos. Comer comidas ótimas e tentar nos submeter às respectivas culturas. Mais importante, é insano como pessoas a milhares de milhas de distância do Arizona conhecem e apoiam nossa banda. Isso nunca vai parar de ser novidade.

Vocês estarão numa turnê nos Estados Unidos com The Mowgli’s e Beach Weather. Você conhece essas bandas? Como eles chegaram até a turnê?
J: Conheço as duas bandas. Na verdade, somos amigos do Beach Weather faz anos e eles são parte da 8123, então não há necessidade de um período para nos conhecermos. Não tínhamos encontrado com o The Mowgli’s antes da turnê, mas estávamos familiarizados com as músicas deles e quão grande é a fanbase que eles construíram. Mal posso esperar para conhecer eles um pouco melhor e dividir o palco com ambas bandas todas as noite!

The Maine possui uma fanbase muito leal e apaixonada. Como é ter esses seguidores, como se 8123 fosse um culto?
J: Parece um sonho para nós. Está crescendo e queremos que continua assim.


Você tem algum plano para quando esta turnê mundial acabar? Já pensou sobre este futuro longínquo?

J: Você tem que começar a pensar sobre as coisas com antecedência, mas veremos onde esta primeira parte da viagem irá nos levar. Mal posso esperar para as pessoas ouvirem o álbum.