Resenha do show no Circo Voador, Rio de Janeiro, no dia 02 de maio. Feito pelo site Punknet.

Após dois anos sem retornar ao Brasil, a banda norte-americana The Maine chegou às terras cariocas com o show da turnê “8123″, e abertura do cantor Nick Santino, do ex-grupo A Rocket to the Moon. As portas do Circo Voador abriram cedo, às 16h, onde a banda realizaria um meet and greet com todos os fãs que compraram ingressos na primeira semana. Apesar de rápido (foram mais de 1000 pessoas atendidas), pelo que pude falar com algumas fãs, estavam todas felizes em finalmente conhecer seus ídolos.

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 Às 20 hrs entrou ao palco Nick Santino. Diferente do estilo pop-punk da sua antiga banda, A Rocket to the Moon, seu projeto solo,Nick Santino and The Northern Wind, tem um show com uma pegada musical mais folk, e posso até arriscar dizer que senti uma pegada do country. O show foi curto, menos de 30 minutos (menor que fila de banheiro haha), mas conseguiu deixar todo mundo com gostinho de quero mais, ainda mais quando os meninos do The Maine entraram ao palco para tocar junto com Nick. Nick cantou algumas músicas do seu álbum Going Home e um cover de Tom Petty“I won’t back down” (minha parte favorita do show).

O show do The Maine estava marcado para as 21h , mas a banda subiu ao palco um pouco antes, para a loucura dos fãs.  John O’Callaghan (vocal), Kennedy Brock (guitarra), Garrett Nickelsen (baixo), Pat Kirch (bateria) e  Jared Monaco (guitarra) abriram o show com um jam que eu particularmente amei, devido às distorções das guitarras e uma pegada mais rock, diferente do som que a banda usualmente toca. Logo, eles emendaram “Run”, do último CD, Forever Haloween,  e seguiram com “Right Girl”. A apresentação teve mistura de todos os CDs da banda, com as músicas “I Must Be Dreaming” e “We All Roll Along”, do primeiro disco, “Dont Stop Now” e “Growing Up”, do segundo, “My Heroine” e “Like We Did”, do terceiro, e “Sad Songs e Love And Drugs, do quarto. A animação da banda em estar na sua segunda casa, como eles dizem, dava para ver de longe. Os meninos se sentiam muito a vontade no palco, brincando entre si e até com os sutiãs que eram jogados ao palco.

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A banda fez uma nova versão da música, “You Left Me”, que eu me apaixonei,
e acredito que não fui a única. A música, originalmente uma canção pop, recebeu
um novo arranjo mais acústico e rock, com John no teclado, que levou a muitas
meninas a passarem a música suspirando. Não podia faltar no set os grandes sucessos da banda, como “Into Your Arms”, “Misery” e “Inside Of You”. Quando o grupo tocou essas músicas o Circo veio abaixo, quase não dava para ouvir o John cantando. Ao cantar a música “Jenny”, escrita para sua mãe, John falou que ia cantar especialmente para os fãs brasileiros, que ele sabia que gostavam da música.

A animação dos meninos no palco era contagiante. John arriscou algumas palavras em português durante a apresentação. Foram “obrigados”, “tudo bem”, “boa noite” e até tentou falar o nome da banda do Nick em português, mas só saiu “a Rocket to the Lua”. O set seguiu com “Happy” e “Don’t Give Upon Us”, onde os fãs levaram cartazes escritos “I Won’t Give Up On You”. Uma coisa que eu acho muito legal em algumas bandas, mas principalmente no The Maine, é que eles agradeciam a todo momento os fãs brasileiros, e até entre uma música e outra, pararam um show para tirar foto da plateia. Jared, o guitarrista, até falou que esse show do Rio tinha sido o mais insano da carreira deles.

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Os meninos também cantaram uma música nova (no setlist o nome era “Ugly”), que vem seguindo o novo estilo que a banda vem trilhando nos últimos CDs.  O set terminou com a música “One Pack of Smokes”. Eu, que fui em todos os shows da banda no Rio, posso dizer que acredito que eles evoluíram muito musicalmente, saindo de um power-pop mais comercial para um rock mais alternativo inspirando no folk/blues. Por isso termino com uma frase: se preparem porque esse vai ser o melhor show do The Maine para vocês.

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