Nineteen45media entrevistou John, que contou mais detalhes sobre o nome do disco ser ‘American Candy’ e planos de turnê. Confira!

The Maine não se conforma com os padrões estabelecidos pelos seus semelhantes. Eles estão aqui para serem eles mesmo, mesmo com oito anos na carreira musical, e parece que isso certamente valeu a pena para o grupo. Eles conseguiram continuar em turnê pelo mundo, lotando shows nos Estados Unidos e em lugares longes, como Brasil e Reino Unido, tudo sem gravadora. The Maine é uma banda com alguns dos indivíduos mais apaixonados na indústria da música atualmente, concluímos por falar com eles só por alguns minutos. Com a sua criatividade sendo desafiada, eles conseguiram sair de um acordo com uma grande gravadora a fim de lançar um disco em que eles eram verdadeiramente apaixonados, o Pioneer, de 2012.
Três anos depois, os cinco, liderados pelo vocalista John O’Callaghan, têm seu terceiro disco independente pronto para o mundo ouvir. Enquanto Pioneer foi um pop suave com uma concha de hard rock e Forever Halloween uma mistura mais uniforme dos dois, American Candy será “um inseto coberto de chocolate”, de acordo com O’Callaghan.
Com American Candy esperado para ser lançado em 31 de março, os fãs e os críticos estão ansiosos para ver qual direção o grupo tomou. Rachel D’Arcy conversou com o vocalista sobre o American Candy.

RD: Por que você decidiu que o título do disco seria American Candy? É o título de uma das músicas do álbum, você diria que esta música define o cenário que você queria encapsular no lançamento?
JOC: Para mim, American Candy é qualquer coisa sem uma batida do coração. A gula e consumo excessivo que são nascidos e criados para o exercício. Basicamente, qualquer coisa que tenta agradar ou entreter com total desrespeito pela integridade e caráter. Dito isto, este não é necessariamente um foco na parte das letras, com exceção de algumas músicas (especificamente a faixa-título). No entanto, eu mantive o meu ponto de vista em mente para a totalidade do processo de composição e gravação e realmente sinto que minha alma está neste projeto. Eu não quero que o significado do título ofusque meu verdadeiro objetivo para este lançamento: inspirar e despertar a felicidade dormente que dorme em todos nós.

RD: Houve uma mudança drástica em toda a imagem por trás da banda para este próximo lançamento: Forever Halloween era todo preto e laranja; American Candy é azul e branco. Isto é para se assemelhar a diferença de som deste álbum ou tem algum outro motivo?
JOC: As coisas precisam soar atuais e parecerem novas. É um novo disco, um novo ano e estas são as imagens que escolhemos para representar este período. A arte do álbum coincide um pouco com a explicação do título acima mencionada, assustadoramente limpo e desconfortavelmente “perfeito”.

RD: Você disse que o álbum traz de volta um som mais pop “sem parecer um comercial de creme dental”. Por que você decidiu voltar para um estilo mais velho da banda e ao mesmo tempo ficar com o som mais maduro que você desenvolveu?
JOC: Eu não nos vejo voltando para o “velho” The Maine, mas redefinindo quem pensamos que The Maine é após 4 álbuns. Eu sempre, e provavelmente sempre continuarei, escrevo de um lugar muito orientado para o pop. Trabalhar novamente com o Colby Wedgeworth (Pioneer), que vem da mesma origem, trouxe um pouco mais de vida de novo, na minha opinião.

RD: Vocês escreveram e gravaram o disco em Joshua Tree, por que escolheram este lugar para trabalhar?
JOC: Parte do fascínio em Joshua Tree são os contos de influências proeminentes da nossa criação de música, explorar o deserto ao redor para fugir da agitação da vida moderna cidade e focar o lado artístico das coisas. Pessoas como Keith Richards e Gram Parsons em Joshua Tree Inn, mergulhados em pensamento e expressão criativa, realmente nos atraiu para a área. Foi uma partida agradável para longe da agitação da vida da cidade.

RD: Houve um completo silêncio de vocês durante a gravação. Alguma vez você olhou as mídias sociais para ver se as pessoas estavam falando sobre o seu próximo álbum, ou se houve alguma propaganda sobre isso? Por que vocês decidiram ficar em silêncio durante a produção do disco?
JOC: Nós mostramos que estávamos indo para o estúdio e, pela primeira vez, as pessoas estavam cientes desse fato. Além de saberem sobre um novo álbum, nós não demos muita coisa para as pessoas comentarem, então não tinha muita coisa para ver online, o que nos ajudou a desconectar do mundo cibernético e focar na tarefa em nossas mãos.

RD: Você postou uma lista de 20 faixas que você estava considerando para o álbum .Como você decide o que faz o corte final? Você vai considerar liberar essas faixas como b-sides no futuro, como fez com Pioneer e Forever Halloween?
JOC: O corte final realmente se resume a nossas músicas favoritas. Às vezes, é difícil não ver faixas específicas durante o caminho, mas nós temos a engrenagem, nós cortamos tudo, então vamos ‘passar a ferro’ o resto (das músicas) em algum momento depois do lançamento, e com certeza compartilharemos algumas com todos.

RD: As pré-vendas do álbum vem com um livro de imagens do tempo da gravação, mas não é a primeira vez que vocês fazem algo do tipo. É importante para você, como uma banda, se envolver com os fãs desta maneira? Para fazê-los sentir como se fossem parte do processo de criação?
JOC: Devido a nossa ausência online durante o processo de realização do disco, tinhamos que compensar as pessoas e permitir eles “dentro” da casa e do processo. Graças ao nosso querido amigo Dirk Mai, fomos capazes de compilar algumas fotos do ambiente e esperamos fornecer um pouco dos bastidores para fazer as pessoas se sentirem parte de American Candy.

RD: Você vai sair em turnê com Real Friends, Knuckle Puck e The Technicolors logo após o lançamento do disco. Você está ansioso para a turnê? O que você tem planejado por parte da produção?
JOC: Imensamente animado para a American Candy Tour. Está crescendo bem agitada aqui em casa, tocar músicas novas para ótimas pessoas e dividindo o palco com músicos muito talentosos. Espero muitas espécies em extinção no palco, e alguns serem extintos depois que a cortina se fechar.

RD: Quais são seus planos para depois da American Candy tour? Voltarão ao Reino Unido, Ásia ou Europa para promoverem o cd novo?
JOC: Com certeza planejamos tocar mundialmente depois da AC Tour. Idealmente, gostaríamos de levar o disco ao redor do mundo todo, talvez até visitar alguns lugares pela primeira vez. O tempo vai nos dizer onde ele gostaria que fomos.

RD: Finalmente, se você tivesse que descrever o novo disco como um ‘doce americano’, qual você escolheria e por que?
JOC: Um inseto coberto de chocolate sem o conhecimento do consumidor. Tem gosto doce, mas na verdade você comeu um inseto.

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