Durante a turnê ao lado do Deaf Havana no Reino Unido, The Maine decidiu aproveitar seu tempo por lá para fazer shows em várias cidades pequenas. O Indulge Sound conversou com John, Kennedy e Jared sobre a viagem, alguns planos para o verão e o que eles farão quando o bronzeado sair…

Indulge Sound: Vocês estão por aqui para abrir os shows do Deaf Havana na sua atual turnê pelo Reino Unido, como os shows com eles tem sido?
John O’Callaghan: Têm sido muito, muito bom. Os caras do Deaf Havana são muito incríveis também. Conhecemos eles há alguns anos, fizemos alguns shows com eles na Europa e nos demos muito bem. Somos sortudos pela chamada para essa turnê. Foi de última hora, então várias pessoas que vão aos shows não fazem a mínima ideia de quem somos.
Jared Monaco: É, os shows têm sido incríveis, está sendo legal tocar na frente de públicos diferentes.
John: É, e esse é meio que o ponto de entrar em turnê, principalmente em uma turnê onde você faz a abertura. Você tenta ganhar mais fãs. Definitivamente achamos que está indo tudo muito bem para nós.
Kennedy Brock: Tudo está indo na direção certa.

IS: Não faz muito tempo desde a última vez que The Maine tocou no Reino Unido, o que tem nos shows daqui que faz vocês voltarem?
John: Tivemos a experiência de participar da Warped Tour em novembro e foi muito legal fazer parte dela aqui, já que só tínhamos feito isso nos Estados Unidos. Mas no que diz respeito a shows em boates…
Kennedy: Fomos sortudos o suficiente de ter lugares diferentes pra ir porque viemos para a Warped e agora para essa turnê do Deaf Havana, muitas maneiras de alcançar novas pessoas.
Jared: É a única maneira que conhecemos de fazer a banda crescer – estar na estrada. Fazer shows e fazer turnês onde não somos a banda principal e tirar vantagem disso. Saímos, tentamos conhecer pessoas todas as noites e vendemos nosso álbum.
John: É obviamente difícil ser uma banda dos Estados Unidos porque não estamos aqui o tempo todo então não podemos fazer turnês com a frequência que gostaríamos. Tentamos voltar o máximo que podemos, mas o fator “dinheiro” às vezes é bem difícil e esse é o motivo de às vezes ficarmos longe por bastante tempo. Nós estamos tentando voltar o máximo que podemos e continuar no ouvido das pessoas. Acho que essa é a parte mais importante.

IS: Por que vocês decidiram incluir bandas de aberturas, inclusive bandas de amigos de vocês, em seus shows?
John: Tivemos alguns dias de folga e dias de folga é meio que tempo perdido. Não perdido, mas…
Jared: É dinheiro perdido também – é bom preencher esses espaços, ter uma turnê mais abrangente e tocar em lugar que nunca fomos antes.
John: Essa é a melhor parte, nós estamos muito longe. Eu acho que o lugar mais perto que tocamos fica a algumas horas e aqui é o lugar ao norte mais longe em que já estivemos. É muito legal ter a oportunidade de tocar em um lugar que nunca fomos em uma cidade que nunca visitamos e saber que centenas de pessoas estarão lá. Isso é muito legal para nós e nos motiva a agendar shows futuros em lugares que nunca estivemos.

IS: Eu notei que nos shows que vocês são a banda principal vocês têm bandas locais para a abertura. Isso foi uma decisão consciente ou foi o único jeito que as coisas funcionaram?
John: Algumas pessoas virão para ver as bandas de abertura porque é a cidade natal deles. E não faria sentido ter uma banda diferente de alguma outra cidade tocando em um local de show que não é em suas cidades natais.
Jared: Especialmente porque os shows dessas bandas são uma oportunidade única para nossas turnês, é legal dar a oportunidade de aqueles artistas locais tocarem.
John: Fazemos a mesma coisa que eles quando tocamos nos shows do Deaf Havana, esperançosamente muitas pessoas estão gostando dos shows de abertura e eles se expõe também. É uma oportunidade para todo mundo, com toda certeza.

IS: Ano passado pareceu ser um ano bem ocupado para o The Maine. Forever Halloween foi lançado no verão passado, quais são suas músicas favoritas desse álbum? Por quê?
Jared: Eu gosto de Sad Songs, começamos a tocá-la ao vivo por aqui.
Kennedy: É, tem sido uma música divertida para tocar, a tocamos algumas vezes.
John: Tem algumas músicas que não colocamos em nenhuma setlist ainda, o que estou procurando fazer, provavelmente depois do verão. Forever Halloween, a música que tem o mesmo título do álbum, é uma das que eu realmente quero tocar. Algumas músicas não testamos no palco ainda então será divertido tocar várias delas novamente e meio que relembrar o que fizemos, as nuances e outras coisas.

IS: Vocês mesmos gravaram o EP Imaginary Numbers que foi lançado no final do ano passado. Como foi a experiência de auto-gravação e lançamento disso?
John: Foi legal, quero dizer, nós estávamos meio que imbuídos pela experiência de trabalhar com Brendan Benson. Ele que inspirou a mentalidade “rock”, de entrar e gravar músicas e fazer isso no volume mais alto que puder. Somos sortudos o bastante de viver em uma época onde a tecnologia fez com que tudo estivesse prontamente disponível para as pessoas. Sabe, não custa mais um bilhão de dólares para fazer música, o que é legal.
Kennedy: É, foi uma oportunidade para nós de explorar as nossas habilidades depois da aprendizagem que foi o processo do Forever Halloween. Havia muitos equipamentos que adoramos, que estávamos testando e também sendo usados de forma errada durante o processo de gravação. É bom poder fazer isso em casa. Podemos experimentar coisas e fazer todo esse processo bem melhor.
John: E a posição de escrever músicas abre mais portas para nós também. Gostamos de pensar que criamos um material versátil que nos permitirá abrir mais portas ainda no futuro. Precisamos nos esforçar, isso é necessário para qualquer banda na nossa opinião, para melhorar. Se você quer levar isso a sério e transformar isso no seu trabalho, é claro que você precisa se esforçar.

IS: Parece que vocês não param de trabalhar. Depois desse show vocês continuam em turnê com o Deaf Havana, tocam no festival Hit The Deck, fazem turnê pelo Brasil e depois tocam na Warped. Como vocês lidam com isso?
Jared: Pegamos um tempo de folga entre todas essas coisas que fazemos. É bom relaxar um pouco quando estamos em casa porque nunca ficamos lá por muito tempo então vira algo especial. Agora que estamos construindo um estúdio em casa, vamos ter muito mais coisas para fazer – acho que mais trabalho!
Kennedy: Estamos acostumados a ficar na estrada por muito tempo.
John: Não tem muita coisa pra fazer quando estamos em casa sem ser pensar no que estamos fazendo como banda no momento. Quer dizer, o Jared tem um cachorro e uma namorada – você quer passar tempo com quem você ama. Mas ao mesmo tempo é uma oportunidade e tanta para nós e seria um pouco burro descansar durante seu progresso.
Jared: Totalmente, e enquanto as oportunidades estão vindo estamos dizendo sim o máximo que podemos no intuito de sair por aí e conhecer pessoas. Nós lançamos um álbum que queremos mesmo divulgar e o único jeito de fazer isso é não se afastando, sendo persistente. Esse é o plano.

IS: Sobre os próximos meses, para o que vocês estão mais animados?
John: Os shows são sempre bons, é bom mesmo com só quarenta pessoas presentes porque temos a oportunidade de tocar música. Havíamos cortado cinco músicas da setlist – duas músicas do Pioneer que não estavam tão boas, e nós colocamos mais guitarra e mais vocais nelas e acabamos chegando a um ponto em que passamos a ficar muito animados com elas. São músicas que ainda gostamos, mesmo depois de anos.
Kennedy: Algumas ideias inacabadas.
Jared: Nós as lapidamos no estúdio que temos agora.
John: Temos algumas músicas que não colocamos no Forever Halloween que vamos colocar em um álbum versão deluxe do Forever Halloween, então vamos disponibilizar isso antes do verão. Será um novo take no Forever Halloween para nós e esperançosamente para pessoas que não o escutaram ainda.
Kennedy: Estamos ansiosos para isso, estamos ansiosos para viajar – prevejo uma temperatura quente no nosso futuro. Tenho certeza que vamos ficar felizes por um tempo-
John: E daí ficamos irritados porque está muito quente.
Kennedy: E daí ficamos ansiosos para o frio de novo.
John: Sério, vamos nos manter ocupados e positivos sobre tudo o que pudermos, tentar levar a experiência de estar na estrada e conversar com pessoas.

IS: Alguma banda que vocês estejam animados para dividir o palco na Warped?
Kennedy: Sim, eu estou animado para algumas bandas que tocarão no mesmo palco que a gente. Quero assistir o show do Saves The Day – é uma banda que nós adorávamos quando ainda estávamos apenas descobrindo o que era música.
Jared: Isso é importante pra mim, eles são importantes pra mim. Eu amo essa banda. E um amigo nosso toca bateria nessa banda também, o que pra mim é muito louco.
John: Temos vários amigos na turnê também. Nunca imaginamos vê-los no mesmo patamar que nós, é tipo Bad Rabbits-
Kennedy: Sim, Bad Rabbits, estamos muito animados para vê-los, faz um bom tempo que não nos encontramos.
John: Nick Santino, nosso amigo, estará com a gente durante todo esse tempo.
Kennedy: É uma turnê divertida para lembrarmos de velhas histórias com várias bandas que já saimos em turnê e amigos nossos…
John: Every Time I Die vai estar lá – não os conhecemos pessoalmente mas estamos animados para o show deles.

IS: E depois da Warped vocês vão tirar uma boa e merecida folga?
John: Talvez por um pequeno período.
Kennedy: Tempo o suficiente para deixar as queimaduras feitas pelo sol desaparecerem e então voltar.
John: Tenho certeza que faremos mais algumas viagens durante o outono.
Jared: Eu quero voltar mais vezes.
John: Seria muito legal organizar um show grande, mas as coisass ainda estão um pouco indefinidas. Teremos tempo pra talvez mais um período de curtição e depois devemos ir para o estúdio novamente.

IS: Mais alguma coisa que vocês gostariam de acrescentar, talvez uma mensagem para os fãs?
Kennedy: Obrigado!
John: Obrigado pelo apoio contínuo – e pelo apoio que ainda teremos.
Jared: O apoio futuro!

Fonte