The Maine já está formado há sete anos, mas eles não mostram nenhum sinal de parar por agora. A Virgin conversou com a banda enquanto estavam em sua turnê.Veja a entrevista traduzida:

Como a maioria das bandas que estão começando, 2007 encontrou uma banda pré-formada em um estado tradicional; cinco caras que não tinham ideia de como queriam seu som. Agora, o The Maine está mais confortável do que nunca, mesmo acreditando que você não precisa saber exatamente o que realmente é.

Eles cresceram com algumas músicas, claro, mas levou um tempo para que eles começassem a gostar delas. Seria preciso um mergulho mais profundo no repertório dos músicos inspiradores do século passado que ajudou a criar o som do The Maine.

Então, aqui estamos, em um show na cidade natal deles (Arizona), discutindo sobre o quarto álbum de trabalho da banda Forever Halloween. Nós fomos a fundo com o vocalista John O’callaghan e conversamos sobre como as coisas mudaram.

A princípio, o vocalista admitiu que foi difícil acertar o tom no último álbum, ficou indeciso entre um nome que fosse tanto metafórico quanto criativo. Uma vez que o álbum tinha começado a ser escrito e gravado, as músicas por si só fez sentido completo.

O’Callaghan admite que o Forever Halloween nunca teria funcionado sem dar um pouquinho de suas almas.

“These Four Words” foi uma das músicas que passou de experiência para uma forma material no piano logo depois de ter acontecido em sua vida.

“Acho que foi um passo legal para mim, me sentir mais confortável sendo mais honesto e sem medo”, revela O’Callaghan.

Quando começaram esse álbum o intuito foi de parecer algo experimental? “Nós fizemos ao vivo, todos nós na mesma sala ao mesmo tempo, então acho que hoje em dia isso é considerado experimental!” brinca o guitarrista Jared Monaco.

Forever Halloween estava nas mãos do produtor, cantor e escritor Brendan Benson, que não teve medo em motivar a banda a gravar.

A banda teve inspiração na vida que eles levavam enquanto estavam na estrada, sete anos fazendo turnê frequentemente, tendo pouquíssimo tempo para seus amigos e família.

O’Callaghan disse que uma música específica no álbum, White Walls, é sobre seus irmãos crescendo sem ele. A ideia por trás disso é que todos viemos do mesmo lugar.

Pelo lugar de origem do The Maine as coisas tem ficado um pouco confusas, tanto pessoalmente quando criativamente. Durante a Warped Tour deles no Reino Unido/Europa, por exemplo, a banda se viu presa a um grupo de shows que eram em sua maioria hardcore. O’Callaghan disse que fazia tempo que a banda não tinha estado em um ambiente assim pois eles estavam fazendo as coisas de um jeito próprio quando estavam em turnê.

“Nos distanciamos de turnês com bandas que não nos sentimos confortáveis e, graças aos nosso fãs, temos a chance de dedicar um pouco mais do nosso tempo escolhendo com quem vamos sair pela estrada.”

O vocalista acrescenta que a parte mais difícil é saber como eles estão afetando a vida das pessoas e como elas se sentem quando a banda não está cara a cara com as mesmas.

Eles visitaram as Filipinas pela quarta vez recentemente e tiveram uma experiência diferente, não só porque tocaram para uma outra cultura, mas também por terem ajudado algumas pessoas que foram afetadas pelo tufão e pelo terremoto.

“É muito bom saber que podemos fazer uma coisa tão simples como doar sistemas de filtração de água para eles e usar o meio de comunicação que temos – música – e viajar. É algo tão pequeno, mas queremos fazer isso mais vezes”, John revela.

Monaco diz que as redes sociais estiveram com eles desde o começo e ficou cada vez mais essencial. “Agora que começamos a fazer as coisas por conta própria, é muito legal ir na internet e avisar para as pessoas sobre o que estamos fazendo. É melhor do que colocar panfletos em lugares, como se fazia há 10, 15 anos.”

O baixista Garrett Nickelsen entra na conversa para fazer a observação de que é muito louco como alguém pode colocar uma música na internet e no outro dia já estar famoso pelo mundo inteiro por conta disso.

“Todo mundo está na internet agora e você pode alcançar qualquer pessoa por ela”, ele continua, “E você pode saber como isso tudo é enorme, tipo, saber onde os fãs moram e ter uma noção de como as coisas estão indo.”

A banda revela que pessoas de vários outros países não saberiam de sua existência se não fosse pelas redes sociais.

Todos concordam que a indústria musical está mudando, tem tantos componentes que mudam e fica difícil saber para onde ela está indo.

“Temos Spotify”, eles dizem em coro. “Sim, as pessoas reclamam que não compensa, mas definitivamente está fazendo nossa música se espalhar.”

O’Callaghan disse que olha para o aplicativo como um consumidor – já achou várias músicas novas por lá.

“Se você gostar em algum álbum da banda, eles te contam onde terá um show mais próximo de você, então você não está gastando $10 em uma banda, esperamos que você vá vê-los ao vivo depois de ter escutado pelo Spotify.”

A única coisa que eles podem fazer é permanecer verdadeiros consigo mesmos e fazer as coisas de uma forma um pouquinho diferente, tentando não parecer com nenhuma outra banda, apesar da indústria da música ter mudado.

“Ninguém pode criar o que nós cinco podemos criar juntos”, o vocalista diz.

Monaco acrescenta, “Isso funciona ao nosso favor também, porque não precisamos ganhar disco de platina para ser uma banda de sucesso, você precisava disso antes.”

Como é a América para eles depois de terem visto o mundo todo?

Monaco diz que ama ter a oportunidade de viajar e fazer coisas que muitas pessoas de sua idade não estão aptas a fazer, mas admite que nunca deixa de sentir saudades de casa.

Apesar de nunca estarem fora da estrada, The Maine tem certeza que lar é onde o coração está; eles agora têm o próprio estúdio no Arizona.

Fonte