Garrett recentemente concedeu uma longa entrevista ao site Under The Gun Review. Em matéria completa, o baixista fala sobre novo álbum, turnê e dentre outros assuntos. Confira a seguir a tradução e imagens do show da banda no Irving Plaza, Nova York, concedidas pelo Under The Gun Review:

Em 4 de junho, The Maine lançou seu quarto álbum intitulado Forever Halloween. Já estão recebendo  bastante respostas dos fãs e aterrissaram nas paradas da Billboard, o álbum “de volta ao básico”, vai começar um novo capítulo na carreira da banda. Produzido através de meios tradicionais de gravação por Brendan Benson do The Raconteurs, a natureza crua do álbum é difundida melhor através da performance ao vivo.

A banda está atualmente em turnê em apoio ao lançamento, tendo ao longo a A Rocket To The Moon(em sua última turnê), This Century, e Brighten em “The 8123 Tour.”

Felizmente, Under The Gun Review  foi capaz de acompanhar o baixista do The Maine, Garrett Nickelsen, antes que se apresentassem para uma casa lotada na cidade de Nova York, o  Irving Plaza.

Abaixo você pode ler sobre o simbolismo do esqueleto, gravação ao vivo em fita, e até mesmo sobre o ônibus de turnê da banda pegando fogo.

Forever Halloween acabou de sair. Como tem sido a resposta?
Muito foda, cara. Estamos na metade da turnê e a cada show nós tocamos quatro músicas e o pessoal está cantando cada vez mais alto. É ótimo.

Por que vocês foram com esse tema de esqueleto? Havia uma razão por trás disso?
Não é para ser assustador ou algo do tipo. Eu acho que esse lance de esqueleto está representando como nós fizemos esse álbum e o sentimento por trás dele, que foi tipo pele e ossos. Tipo a ossatura de algo que é super cru. O título do álbum foi algo que John estava pensando por um tempo. Nós tipo de máscaras usadas em uma determinada maneira em diferentes álbuns e etc. É o tipo de representação que onde todos os dias você está escolhendo quem você quer ser, eu acho que esse aspecto Halloween é a máscara que você está usando.

Como se sentiu ao aterrissar nas paradas da Billboard?
Incrível. É uma daquelas coisas que você realmente não espera, especialmente desde  o momento em que foi feito de forma independente, é uma grande coisa para nós. É realmente incrível, estamos muito empolgados.

Por que vocês decidiram gravar através de uma fita ao invés de usar a nova era da tecnologia de gravação?
Na realidade, foi tudo ideia de Brendan Benson (The Raconteurs), é como ele faz em seus álbuns. Ele nos disse que é uma espécie de “a única maneira de fazê-lo.” Nós estávamos um pouco nervosos, mas desde que fizemos ele mudou a forma ao qual olhamos para a música. Eu acho que é algo que nós vamos continuar fazendo. Isso era tudo ele, mas foi incrível.

O processo de gravação foi completamente diferente do que no passado?
Completamente. 180 vezes diferente. Quando você está fazendo de forma digital, todo mundo é separado. Também o fizemos ao vivo, o que foi a maior coisa diferente. Era nós cinco tocando ao mesmo tempo. Foi definitivamente diferente. No digital você está separado e pode editar um milhão de vezes e corrigir a coisa mais simples. No analógico todos precisam fazer isto juntos e acertar. Eu acho que isso nos fez músicos melhores. Foi legal.

O novo álbum parece ser mais cru, soa mais corajoso. Vocês estavam indo para isto?

Acho que a coisa crua veio da maneira que gravamos. Musicalmente eu acho que foi apenas o próximo passo para nós, não estávamos tentando fazer qualquer coisa. Nós não estávamos tentando fazer um disco que soasse cru ou áspero, é apenas o que aconteceu. Mas há semelhanças com coisas que estávamos fazendo no Pioneer (2011), é bem diferente de Can’t Stop Won’t Stop(2008), mas cada álbum tem sido uma progressão.

Hoje à noite tem um show esgotado em Nova York. Vocês ainda ficam nervosos?
Sim cara, especialmente em algum lugar como aqui. Nosso gerente sempre sai, a gente sempre tem um monte de amigos aqui, os agentes e outras coisas da reserva. Tê-lo esgotado faz você se sentir bem. É apenas uma daquelas coisas que você não está nervoso, mas você está realmente animado para tocar.

Recentemente houve um acidente no ônibus de turnê em Chicago. Como está o ônibus após o incêndio?
Está tudo bem. Eu acho que é a coisa mais ridícula que já aconteceu nos aconteceu em turnê. Ele estava tão fodido. Eu era o único para apagar o fogo, e era o meu beliche. Muita das minhas coisas ficaram queimadas. Bem, Pat estava dormindo e eu entrei no ônibus que cheirava muito estranho, e eu estava como, “isso não está certo.” Então, eu o acordei, e eu estava tipo, “Porra, cara, isso está cheirando demais-nós precisamos sair daqui.” Então, checamos todos os beliches e a minha era a única que tinha fumaça saindo dela. Então a colocamos para fora, o corpo de bombeiros chegou, e foi uma coisa toda.

Teve alguma dificuldade técnica, desde então?
Não, nosso motorista de ônibus é foda. Ele ficou acordado a noite toda, foi uma falta de um fio, foi um incêndio elétrico que aconteceu de forma aleatória. Ele passou a noite inteira limpando o ônibus, era como se nós realmente não soubéssemos, fora ter menos um beliche, era como se não pudéssemos mesmo dizer.

Você pode me falar sobre a futura turnê com Anberlin? Vocês já tocaram com eles?
Nós fizemos o Soundwave com eles. Mas você sabe, muitas bandas fazem isso. Nós nunca tivermos a oportunidade de sair com eles. Nunca saímos com eles mas eu sei que são caras incríveis, e eu sei que alguns dos meninos tem super fãs há um tempo.

Isso é na Europa né?
Sim, e nós vamos á Austrália com eles também.

Porque vocês decidiram começar a lançar música de maneira independente? Desgostaram estar com uma gravadora grande?
Meio que aconteceu. Você sabe quando alguém diz coisas tipo, “Nós vamos instigar muito vocês”, você sabe a história da gravadora. É tipo como quando você chega aquele ponto e eles nem se importam. Foi tipo, “Então fodam-se. Nós não queremos nada a ver com vocês. Se vocês não vão nos ajudar vamos fazer nós mesmos.”
Foi bem assim mesmo, mas você sabe, somos bem mais felizes. Em todo caso, nunca fomos uma banda que fosse dependente da gravadora, então mesmo quando eles estavam ferrando tudo nós estávamos fazendo a nossa coisa e nos esforçando. Se eles não estavam fazendo videoclipes nós estávamos, pagando por um álbum, eles não estavam pagando, então nós mesmo pagamos. Eu sinto que muitas bandas são tão independentes em gravadoras, é tão mais fácil simplesmente fazer você mesmo, especialmente agora.

Em um comunicado de imprensa foi dito que “These Four Word” foi a música “mais reveladora” que vocês já escreveram. Você pode elaborar?
Eu acho que é provavelmente bem verdade. Sabendo o que estava se passando com o John e a situação que ele se encontrava, ele chegou e disse na lata o que estava se passando, eu acho que ele nunca fez isso em nenhuma de suas músicas dessa forma. Eu acho que se você escutar a letra você realmente pode entender o que ele estava pensando. Eu concordo.

Eu sinto como se a The Maine sempre tem um fotografo com eles na estrada. Você pode nos falar sobre o livro que lançaram?
A pessoa principal que nós temos é o Dirk Mai, na verdade é tipo o único cara que tivemos conosco, lançamos dois livros com fotografias dele. Lançamos um há alguns meses atrás que tem tipo 500 páginas. É desde a Warped Tour de ’09 até uns meses atrás. É enorme. Ele ainda nos acompanha e ele faz vídeos e um monte de coisa pra gente.

Eu sei que tocar em Nova Iork sempre significa muito pra imprensa. Eu vi você conversando com a MTV Radio no seu Facebook hoje. Seu horário ta louco?
Tivemos algumas entrevistas. É bem corrido, como já disse, a gente tem amigos lá então temos saído muito. Tivemos um dia de folga ontem então isso ajudou também. Tem sido um dia corrido mas é bom; melhor que ficar sem fazer nada no ônibus.

Como é o cenário musical local no Arizona? Como foi desenvolver uma banda lá?
Mudou bastante, especialmente desde que começamos. Tem tido vários pedaços – alguns anos antes da gente começar era uma fase bem scream; bandas como Blessthefall, Greeley Estates. Tinha um forte grupo de fãs e muita gente indo a shows. Na época que  começamos eu sinto que morreu um pouco, mas agora, eu me mudei pro centro da cidade e acho que está voltando. Muitas bandas legais estão vindo de lá, muitos lugares maneiros estão abrindo, acho que é de alguma forma um renascimento.

Tem alguma coisa especial sobre a turnê 8123?
Acho que é uma turnê bacana pra gente porque todas as bandas com que crescemos, começamos na mesma época – é tipo uma grande família. Em turnê eu sinto que você pode sentir o amor um pelo outro, como apreciamos estar em turnê juntos. Talvez façamos covers ou alguma coisa, sempre tem alguma coisa que pode acontecer.

O que vocês ainda não fizeram como banda que gostariam de fazer?
Tem um monte de lugares que gostaríamos de ir. Viajar a lugares diferentes. De alguma forma ainda não estivemos ao Japão – estivemos falando muito sobre isso ultimamente. Vamos a qualquer lugar que ainda não fomos. Estivemos falando sobre tentar fazer um estúdio só pra gravarmos quando der na telha. Quem sabe se isso aconteceria. Mas é o próximo objetivo pra gente.

O que podemos esperar ver do The Maine no futuro?
Turnê, turnê, turnê e mais música. Reciclando, continuando e espero que não nos separando.


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