A Fearless Radio divulgou uma crítica e uma pequena entrevista com The Maine em seu site. Nela, a repórter Theresa Pham fala sobre o crescimento da banda e sobre sua experiência em um show da 8123 Tour. Veja a matéria traduzida:

Vamos reservar um momento e voltar sete anos atrás. O que você estava fazendo? Eu era uma criança quieta e estranha com medo do mundo e de falar em público. Agora pense nos seus amigos mais próximos daquela época, vocês são amigos até hoje? Eu sei que eu não. Sete anos como uma banda. Sete anos de altos e baixos, trabalho duro e olha o que eles realizaram. Os cinco caras do Arizona que formam o The Maine já passaram por isso tudo e continuam impressionando com seu crescimento, maturidade e paixão verdadeira pela música, sem ser apenas uma banda. Mas quando perguntado sobre isso, de acordo com o vocalista John O’Callaghan, “A viagem não é tão ruim. Nós somos sortudos pois visitamos lugares que nunca seríamos capazes de visitar de outra maneira.”

Quando perguntado para nomear uma música que cada membro tem escutado no repeat as respostas variaram. A resposta do guitarrista Jared Monaco foi “Hymn 101”, do Joe Pug. O guitarrista Kennedy Brock responde “Spit On A Pavement”, do Pavement. A resposta do baterista Pat Kirch foi “Appreciation”, a primeira música do novo álbum da banda Jimmy Eat World. E o baixista Garrett Nickelsen respondeu “Anything”, do The Replacements. As respostas deles cobriram cada gênero e cada década da música.

O gosto musical variado e amor puro deles pela música se destaca lindamente em seu quarto álbum “Forever Halloween” que foi lançado de forma independente dia 4 de Junho de 2013. “Forever Halloween” é mais pesado, emocional, frágil e pessoal do que qualquer outro álbum deles. “Forever Halloween” foi gravado em fita e com a ajuda de Brendan Benson (The Racounteurs) foi mais focado em “colocar a vibe certa e facor menos no ‘blueprint’ das músicas”, relembra Brock. Benson não só enfatizou conseguir um som certo no geral como também encheu o estúdio de “velas e incensos”, Nickelsen relembra brincando.

Para todos que não estão familiarizados com a gravação ao vivo em fita, é literalmente gravar ao vivo em uma fita de rolo, o que significa sem edições ou efeitos no computador. Embora difícil e um desafio, eles fariam tudo isso de novo? Todos responderam que sim. “Como Ryan Adams, a maioria de nossas músicas usam as mesmas quatro cordas e estão em nos tons G (sol), C (dó) e D (ré), mas conseguir a vibe certa é o segredo”, diz Nickelsen.

Não apenas o processo de gravação foi mais diferente do que os outros álbuns mas as letras e histórias em cada música estão também com o conteúdo mais maduro. “Eu tenho 25 anos e não consigo mais escrever sobre comer garotas, sabe?” O’Callaghan passionalmente declara. Tudo em “Kennedy Curse” na qual foi inspirada pelas teorias da conspiração para “These Four Words” na qual é uma das mais dolorosas do álbum, deixa claro o crescimento dos garotos e que eles estão em lugares diferentes em suas vidas.

The Maine está atualmente na 8123 Tour (se pronuncia “Eighty One Twenty Three” e não “Eight One Two Three”) com A Rocket To The Moon e Brighten para divulgar seu novo CD, “Forever Halloween”. De acordo com Kirch “eram as bandas mais óbvias que eles podiam escolher” e os “melhores amigos” de Monaco. A 8123 Tour é também a última turnê de A Rocket To The Moon como uma banda. Se a banda pudesse, eles fariam turnês pelo mundo inteiro e visitaria lugares como a escolha de O’Callaghan, Japão, mas na maior parte do tempo isso não está sob controle deles.

“Eu acho que um equívoco é que escolhemos para onde vamos. Se fosse o caso, iríamos para todos os lugares, mas são os promotores de shows que nos contatam; se podemos fazer funcionar de forma financeira e chegar lá de uma maneira rentável, normalmente acontece” explica O’Callaghan. Em outras palavras, “as duas partes precisam querer que o show aconteça”, diz Brock.

Apesar de a banda ter passado os últimos dois meses na estrada e a maior parte do início de 2013 trabalhando duro no estúdio, a banda também estará em turnê na Austrália, Europa e Cingapura, pela primeira vez no próximo Outono. “Há um monte de lugares que ainda não foram capazes de tocar ainda. Todos eles são um bocado longe e Cingapura é apenas um desses lugares”, diz Monaco.

O que um fã pode esperar em termos de setlist na 8123 Tour? De acordo com O’Callaghan, “o show de hoje à noite é uma mistura de antigos e novos. Nós não estamos tocando todo o CD [Forever Halloween], mas há algumas músicas lá. “Eles também farão o cover de Girls Just Wanna Have Fun”, da Cyndi Lauper”, que eles fizeram com Adam Lazzara (Taking Back Sunday) em um álbum Punk Goes Pop. Os meninos mencionaram brevemente que há um vídeo de Lavazza e Lauper sentados em uma varanda em algum lugar apenas relaxando, mas eu sou cética e adoraria se alguém pudesse checar isso.

 

Finalmente na lista dos que tocaram está o The Maine. Depois de uma conversa de abrir os olhos com o The Maine sobre o que eles tem feito e sobre o novo álbum, eu estava pilhada e ainda mais animada para o show. Eu tenho tido a chance de acompanhar o seu crescimento e, honestamente, tenho muito respeito por eles, não só como artistas, mas como pessoas também. The Maine abriu o show com “Love and Drugs” do seu novo álbum “Forever Halloween”, que foi perfeito para começar. Eles começaram com um estrondo e, se você pensou que a última turnê foi impressionante, dessa vez, eles melhoraram de tudo um pouco. A banda até usou sua própria iluminação no show. A iluminação adicional encheu o ambiente e deu ao local quase um ar de arena.

Sendo alguém que esteve redescobrindo suas raízes rock ‘n roll, eu fiquei mais do que impressionada com sua performance ao vivo. Além de soarem impecáveis, o aperfeiçoamento de arranjos das suas músicas mais antigas foi fantástico. Eles estão se movendo em uma direção mais pesada e escura. Alguns de seus interlúdios eram extremamente baseadas no punk e muito “headbanging”. Como uma ávida frequentadora de shows, estou sempre decepcionada quando a banda não é tão boa ao vivo quanto é na gravação. Mas como The Maine gravou seu novo álbum ao vivo, não havia absolutamente surpresa nenhuma. Nenhuma necessidade de faixa de apoio aqui. Eu até diria que eles são melhores ao vivo. Existe uma razão pela qual o The Maine era a banda principal e já esgotaram quase todos os shows da sua turnê. Eles sabem o que estão fazendo.

Um dos melhores momentos do show foi a versão do John O’Callaghan de “These Four Words”. Eu sou uma idiota por bandas que não só me fazer curtir muito, mas também sabem brincar com as minhas emoções enquanto tocam uma música mais lenta e vunerável. “These Four Words” me matou a primeira vez que eu a ouvi, mas fez ainda mais estrago dessa vez. The Maine definitivamente aperfeiçoou a arte de fazer um ótimo show e montar uma set list que flui lindamente e ainda mantém o público engajado o tempo inteiro.

Os outros três momentos memoráveis foi a versão do The Maine de “Girls Just Wanna Have Fun” da Cyndi Lauper, o espontâneo Q&A que o O’Callaghan começou com os fãs, e a performance final da turnê de “We’ll All Be”. O cover de “Girls Just Wanna Have Fun” do The Maine com o Adam Lazzara para o Punk Goes Pop foi bom, mas não meu preferido. Já seu cover ao vivo foi menos de uma música lenta e teve muito mais angústia. Não tenho certeza de que a Sra. Lauper teve a intenção de que a música fosse interpretada dessa forma, mas me impressionou. O Q&A aleatório foi tão especial e quebrou completamente a barreira entre o artista e o fã. Amei também quando o show termina com um grande final que inclui todas as bandas. Já vi tantos shows em que as bandas de abertura e as bandas principais parecem não interagir entre si. A 8123 Tour tinha esse senso de comunidade e camaradagem que era genuíno e reconfortante de fazer parte.

Se você nunca ouviu falar no The Maine ou não teve chance de pegar o novo álbum deles, por favor, faça isso agora. Eu começaria do inicio e daria uma escutada no álbum todo do inicio ao fim. É um ótimo passeio musical.

Mas se você está procurando por um show surpreendente em que qualquer um poderia virar groupie que acompanha a banda por aí e vai a todos os shows ou simplesmente quer uma noite divertida com boa música, esse é o show perfeito pra você. Não é somente a última turnê do A Rocket To The Moon mas também o The Maine faz um dos melhores shows que eu já fui. Eles não vão decepcionar e estão tocando com os grandes agora. #FearlessRadiofriend4lyfe

P.S. Se você pedir com educação, você tem grande chances de conseguir uma palheta de guitarra ou a set list e todo membro de basicamente toda a turnê fica do lado de fora do local do show quando termina pra conhecer e tirar fotos com todos os fãs ansiosos.

Set list do The Maine:

Love And Drugs
Misery
Inside Of You
We All Roll Along
Into Your Arms
Right Girl
Happy
Some Days
Kennedy Curse
My Heroine
These Four Words
Whoever She Is
Identify
Girls Just Wanna Have Fun (Cyndi Lauper cover)
Count Em One Two Three
Like We Did
We’ll All Be

É isso que me lembro da noite então peço perdão se eu não estiver 100% correta.

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